Criminosos matam empresário na região de Pendotiba

Mãe e irmã da vítima ouviram barulho de disparos e, ao chegarem na frente do imóvel que fica na Vila Progresso, encontraram o corpo caído no chão. Polícia investiga crime

Marcelo Almeida - O Fluminense

Policiais da 79ª DP (Jurujuba) investigam a morte de um empresário que foi assassinado na noite de terça-feira em frente de casa, em Vila Progresso, Pendotiba. Hélio Moreira Gameiro, de 30 anos, foi executado com um tiro na nuca, depois de ser baleado na perna e no peito. 

O corpo da vítima foi sepultado no Cemitério Memorial Parque Nicteroy, em São Gonçalo, na tarde de quarta-feira.

Segundo a irmã de Hélio, ele havia acabado de chegar com a mãe do supermercado e as duas guardavam as compras quando o crime aconteceu. 

Ela contou que Hélio foi para o computador para checar alguns e-mails quando percebeu uma movimentação em frente do portão da casa, na Rua A.

Ele então pegou a sua arma e foi verificar o que estava acontecendo, quando ela ouviu os tiros.

“Quando a gente tomou coragem para ver o que estava acontecendo na rua já encontramos meu irmão morto. Não havia ninguém na rua. Não sei o que pode ter acontecido, se ele reagiu a um assalto ou se eram um ou mais bandidos na porta de casa”, disse a irmã.

Hélio era sócio, juntamente com outros familiares, de uma fábrica de vassouras no Badu, também na Região de Pendotiba. Solteiro, Hélio não tinha filhos e morava na Estrada Caetano Monteiro, também em Vila Progresso. 

A família ainda não tem ideia do que pode ter acontecido, mas acredita em assalto. “Domingo vai ser feita a missa de sétimo dia e depois estamos pensando em fazer um manifesto cobrando mais segurança para a nossa região e clamando por justiça, para que seja encontrado o criminoso que tirou a vida do meu irmão”, desabafou a irmã.

Investigações – Segundo agentes da 79ª DP (Jurujuba), Hélio teria sido testemunha anos atrás, junto com outros vizinhos, contra um policial militar que teria tentado matar uma criança e acabou matando o pai dela. 

O PM era reformado por problemas psicológicos, mas andava armado pelo bairro ameaçando as pessoas da localidade como se fosse um miliciano. Eles vão avaliar se há ligação entre os crimes.

“Em uma discussão, ele ia atirar em uma criança com cerca de três anos e o pai dela entrou na frente e acabou baleado. O disparo atingiu o rim e, como havia doado o outro para salvar seu outro filho, o homem acabou morrendo”, contou o policial.

Ainda segundo a polícia, Hélio também tinha “problemas” com um homem que o acusava de ter invadido o espaço de um terreno. 

A hipótese de assalto também não foi descartada pelos investigadores.

Familiares de Hélio serão chamados para prestar depoimento na delegacia e ajudar a polícia a esclarecer o que pode ter acontecido. 

Quem tiver informações sobre o caso pode entrar em contato com o Serviço Disque-Denúncia (2253-1177).