Robôs ajudam crianças autistas em escola da Inglaterra

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Robôs Max e Ben brincam, dançam e fazem as vezes de amigos das crianças da escola Topcliffe, na Inglaterra. Foto: Topcliffe Primary School/Divulgação

Robôs Max e Ben brincam, dançam e fazem as vezes de amigos das crianças da escola Topcliffe, na Inglaterra
Foto: Topcliffe Primary School/Divulgação


Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, apresentam até dia 10 o resultado de mais de seis meses de testes no uso de robôs para auxiliar crianças autistas em sala de aula. O programa, que será apresentado na edição local do Festival de Ciências Sociais, foi implantado em março na Escola Primária Topcliffe, em Castle Vale.

Max e Ben, os dois robôs NAO da Aldebaran Robotics que têm acompanhado os baixinhos, sabem dançar "Thriller", jogam games e podem ser programados para funcionarem como modelos de comportamento. "Os robôs têm sido brilhantes em ajudar as crianças com o aprendizado. No futuro, queremos tentar usá-los para auxiliar não só na escola, mas também em casa", conta a diretora da Topcliffe, Ian Lowe.

Segundo os pesquisadores da universidade, crianças autistas em geral tendem a acham computadores e eletrônicos motivadores e seguros, e mais facilmente engajam-se com essas tecnologias, em especial no que diz respeito a atividades de interação social e comunicação. "Os robôs têm sido bons modelos de comportamento e agem como companheiros", relata o professor da Escola de Educação da universidade, Karen Guldberg.

"Crianças e professores têm experimentado robôs e outras tecnologias em desenvolvimento e tem-se percebido benefícios significantes em sala de aula", resume Guldberg.