Ex-premiê da Croácia é condenado a dez anos de prisão por corrupção

DA EFE, EM ZAGREB

O ex-primeiro-ministro da Croácia Ivo Sanader foi condenado nesta terça-feira a dez anos de prisão por apropriação indevida de capitais e por receber mais de € 10 milhões (R$ 26,5 milhões) em subornos em dois casos.

O tribunal da capital Zagreb considerou o ex-chefe de governo culpado pelo recebimento de comissões de um banco enquanto era vice-ministro de Relações Exteriores em 1994. Ele também foi responsabilizado por receber subornos de uma petrolífera em 2008, quando já era primeiro-ministro.

  Antonio Bat/Efe  
Ex-premiê da Croácia, Ivo Sanader é condenado a dez anos de prisão por corrupção
Ex-premiê da Croácia, Ivo Sanader é condenado a dez anos de prisão por corrupção

A pena foi menor que os 15 anos pedidos pela Procuradoria para as duas acusações. Em depoimento, Sanader negou as acusações. Ele também será obrigado a devolver cerca de € 480 mil euros (R$ 1,272 milhão) das comissões recebidas no caso de 1994.

O juiz encarregado do caso considerou especialmente grave que Sanader se apropriasse desses fundos em uma época na qual o país precisava de recursos por seu conflito bélico com a Sérvia.

O segundo caso se refere à cobrança de € 10 milhões em subornos para facilitar que a companhia petrolífera húngara MOL assumisse o controle da empresa croata INA em condições desfavoráveis para a companhia local.

DENÚNCIAS

Estes dois casos são os primeiros de um total de cinco causas por corrupção abertas contra Sanader, acusado de ter obtido, através de práticas corruptas, dezenas de milhões de euros para ele próprio, seus colaboradores e seu partido, a União Democrática Croata (HDZ)

Sanader, 59, foi chefe da HDZ e primeiro-ministro croata em dois mandatos, entre 2003 e 2009, quando renunciou de forma inesperada. Após sua retirada, começou a ser divulgada uma série de escândalos de corrupção, e muitos de seus ex-colaboradores e chefes de empresas públicas foram detidos.

Em dezembro de 2009, pouco antes da cassação de sua imunidade como deputado, ele fugiu da Croácia, mas foi detido na Áustria e extraditado meses depois. Ele foi posto em liberdade em dezembro de 2011 após pagar fiança de € 1,7 milhão.