Anonymous declara nova guerra contra Israel

Grupo de hackers tira do ar serviços como Bing, MSN e Skype

Olhar Digital

O grupo de hackers  Anonymous  lançou uma nova campanha contra Israel como forma de protesto aos seus ataques na faixa de Gaza, segundo informações do Cnet. 

A última campanha dos Anonymous para tirar sites israelenses do ar aconteceu na semana passada e ganhou o nome de Oplsrael. Os ataques resultaram em interrupções temporárias no site do Banco de Jerusalém, do Ministério Israelense de relações Exteriores e de outras páginas. A lista divulgada pelo grupo mostra mais de 600 sites atacados.

Nesta terça-feira, 20, um dos membros do Anonymous divulgou que os serviços Bing, MSN e Skype em Israel haviam sido "destruídos" por hackers paquistaneses. Um porta-voz da Microsoft, responsável pelos programas citados, afirmou que eles estavam "trabalhando no conserto dos serviços e que não viram evidências de vazamento de informações dos usuários".

Na segunda-feira, 19, o grupo atacou o site de compras coletivas Groupon. A companhia chamou o incidente de um "leve ataque" aos servidores nos Estados Unidos, onde o domínio do site israelense está baseado.

Em uma declaração oficial, o Anonymous disse que "o governo de Israel passou dos limites ao ameaçar cortar toda a internet e outros serviços de telecomunicações dentro e fora da faixa de Gaza".

De acordo com a CBS News, os ataques de Israel contra as casas de ativistas do Hamas - grupo político paquistanês - "têm levado a um número acentuado de vítimas civis". Em apenas dois dias, 24 civis foram mortos em conflitos, segundo informações oficiais.

Dados vazados

Apesar das informações dos usuários dos serviços da Microsoft não terem sido expostos, uma lista com dados de milhares de indivíduos que fizeram doações a uma organização pró-Israel foi publicada pelo grupo de hackers dentro da aplicação Pastebin. No entanto, a lista parece ser antiga, já que alguns membros que já não ocupam mais cargos governamentais aparecem no documento.

Um segundo documento, que inclui endereços de e-mail de funcionários da Casa Branca, Senado e do Departamento de Segurança Diplomática dos Estados Unidos, bem como de veículos de notícias, também foi exposto dentro do Pastebin.