Amazon quer usar drones para fazer entregas ultrarrápidas

Com o sistema, encomendas chegariam em, no máximo, 30 minutos 


O Globo

SEATTLE - A Amazon, maior varejista on-line do mundo, está testando um novo sistema de entrega de encomendas que pretende substituir caminhões por aeronaves autônomas não tripuladas — conhecidas como Vants em português e drones em inglês — e poderá ser capaz de deixar o pacote na casa do consumidor em até trinta minutos após a compra no site. 

Os Vants testados, batizados como Octocopters, podem transportar pacotes de até 2,3kg — peso que abrange 86% dos produtos vendidos pela Amazon, informou o fundador e diretor executivo Jeff Bezos ao programa de TV “60 Minutes”, da emissora de TV CBS, nos EUA. 

O programa de entrega ultraexpressa já tem até site e nome, Prime Air, mas só deve ser lançado daqui a quatro ou cinco anos, admitiu Bezos. Isso porque, além de o sistema precisar de mais testes, a autoridade aeroviária americana, a FAA, ainda não permite a exploração civil da tecnologia dos Vants para fins comerciais. Atualmente, apenas órgãos governamentais, forças policiais e alguns cientistas têm autorização para empregar as máquinas. Especialistas do setor esperam que isso mude em 2015, e a própria FAA prevê que, em 2017, 10 mil Vants civis estarão voando nos céus dos EUA. 

— Sei que parece ficção científica, mas não é — disse Bezos. A Amazon não foi a primeira a pensar nisso. O fundador da FedEx, Fred Smith, já disse que os Vants devem transportar as cargas da empresa no futuro.

Segundo o site TechCrunch, embora ainda não esteja implementado , o conceito dos drones da Amazon claramente indica o futuro das entregas. “Um caminhão pode chegar a uma extensa área rural e enviar cinco ou seis drones para toda a região em algumas horas. Os aparelhos podem se espalhar como abelhas, entregar seus pacotes e voltar ao ‘ninho’. Com isso, a Amazon economizará milhões de dólares e abrirá novos mercados. Também aumentará a percepção sobre a empresa nas áreas em que não há muitas entregas a domicílio. Os drones são a solução definitiva para cortar custos”, disse o site. 

Como o GLOBO mostrou no começo do ano, embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não tenha regulamentado a utilização civil de Vants, empresas como Petrobras, Cemig e o agronegócio já utilizam aeronaves não tripuladas em caráter experimental. 

O segmento de Vants é o que mais cresce na indústria aeroespacial, segundo estimativa do Teal Group. As vendas globais já somam US$ 6,6 bilhões ao ano e devem movimentar US$ 11,4 bilhões em 2022. Grande parte disso vem do uso militar.


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